15 setembro 2026

Comportamento sensível e sensorial. Como o psicoterapeuta pode instalar comportamentos sensíveis?

Há uma supervalorização na compreensão dos papéis dos órgãos dos sentidos nas ações humanas: “Vejo com meus olhos”; “Ouço com meus ouvidos”; “Saboreio com minhas papilas gustativas”; “Sinto cheiros com o meu aparato olfativo”; “Sinto maciez, aspereza, pressão, dor, coceira, prazer, calor na epiderme com os meus terminais nervosos tácteis”. 

Há exagero e simplificação atribuindo funções comportamentais para os órgãos dos sentidos. Explico: os órgãos dos sentidos são pré-requisitos para os comportamentos perceptivos (ver, ouvir, saborear, cheirar, sentir estimulações na epiderme), mas não exercem suas funções comportamentais quando estão desconectados das contingências de reforçamento que instalam os comportamentos perceptivos. Avancemos com alguns exemplos: uma pessoa que desconhece determinado idioma estrangeiro é capaz de ouvir sons do falante de outra língua, mas não fica sob o controle do que ele está falando. Um professor da língua estrangeira estabelece contingências que levam seu aluno a “ouvir” o que está sendo dito em outro idioma e a “entender” o que está sendo dito. Só a função fisiológica do aparelho auditivo não basta. Um artista plástico é capaz de ver mais cores, mais matizes de cores, profundidades, perspectivas, sombras, detalhes da figura ali apresentada num quadro do que um observador inexperiente. No entanto, se o autor da pintura ou um especialista criar contingências de reforçamento: “Veja esse tom de azul no centro da tela e compare com o tom no lado esquerdo e verá que são diferentes e dão uma sensação de profundidade...”, é um exemplo de como se pode ensinar uma pessoa a ver aquilo que está diante de seus olhos, mas que ela não enxerga na ausência de contingências que produzem discriminações visuais. Apenas a função fisiológica dos olhos não basta para ver tudo o que está diante deles. O mesmo raciocínio se aplica a todos os órgãos dos sentidos: ouça uma música ao lado de um maestro e ele apontará para você instrumento ou voz desafinados, a presença de sons instrumentais que escapam aos seus ouvidos; almoce com um “chef” e aprenderá a discriminar sabores, cheiros, maciez etc. nos alimentos que está comendo, que escapariam à sua percepção gustativa se estivesse almoçando sozinho... 

Pode-se, então, concluir que na ausência de uma comunidade verbal as percepções são empobrecidas, mesmo que não haja qualquer déficit anatômico nem fisiológico? Exatamente. Os animais (vamos nos restringir aos mamíferos selvagens) têm percepções extremamente refinadas: ouvem sons ou veem imagens ou sentem cheiros ou têm paladares com tamanha eficiência que lhes permitem a sobrevivência. Até este estágio são capacidades perceptivas fisiológicas de primeiro nível de seleção (filogenéticas), mas cada animal tem uma história de contingências – nas interações com o ambiente hostil – que selecionam diferencialmente melhores discriminações; a capacidade dos animais para identificar alimentos e para escapar dos predadores e demais perigos é diferente de um indivíduo para outro, a capacidade depende do ambiente no qual o animal está inserido. Melhores discriminações são produtos – assim como ocorre com os humanos – de contingências de reforçamento de segundo nível de seleção (ontogenéticas).

Podemos avançar ainda mais: o Ser Humano é capaz de emitir comportamentos perceptivos na ausência do órgão dos sentidos filogeneticamente selecionado para determinada percepção sensorial: um cego aprende a “ver”, um surdo aprende a “ouvir” através de outros mecanismos perceptivos e alguém que já ouviu é capaz, depois de completa surdez, de “ouvir” uma sinfonia (é o que se relata sobre Beethoven “Mesmo depois de ficar surdo, Beethoven compôs obras grandiosas como a “Nona Sinfonia”, criada pouco antes de sua morte,  que foi declarada patrimônio mundial pela Unesco:


Ou um pintor é capaz de continuar a pintar com a mesma maestria mesmo que esteja praticamente cego (“Monet, maior nome do Impressionismo, teve catarata no final de sua vida (1907) e durante sua doença não parou de pintar, usou nessa época cores mais fortes como o vermelho-carne, vermelho-goiaba e cor tijolo, entre outras. Em 1923 estava quase totalmente cego. Morreu em 1926, de um câncer de pulmão, aos 86 anos, sem nunca ter parado de pintar.”). Suas obras desse período da catarata, incluem as Water Lily Pound (1917),  Water Lilies (1917-1919) e os imensos murais expostos no Musée de L’Orangerie:

 Acompanhe o texto de Marcelo Marthe (Publicado em VEJA de 7 de abril de 2021, edição nº 2732, p.81) sobre Monet: 

“Por trás da tranquilidade contemplativa das ninfeias, há um turbilhão de tormentos pessoais e labor criativo. Com sua obsessão em retratar as texturas efêmeras da superfície da água, cujos tons variavam conforme a luz, Monet buscava captar o ‘nada insondável’ da existência, enquanto o mundo lá fora se despedaçava na guerra. Ele iniciou as imensas telas, com até cinco metros de largura, ainda na meia-idade, mas foi na velhice que obteve os resultados mais assombrosos. Conforme ia perdendo a visão, as pinturas foram se dissolvendo em borrões de cores e sombras indefiníveis, antecipando em décadas tendência como o expressionismo abstrato. [...] Com a história de beleza e dor vivida em seu jardim, Monet se somou a mestres como Michelangelo e Rembrandt na capacidade de extrair das limitações físicas da idade uma força descomunal e libertadora. O que parecia seu fim, quem diria?,  era apenas o começo.”

 O psicoterapeuta deve estar ciente que comportamentos “sensoriais” e comportamentos “sensíveis” têm a ver com contingências de reforçamento, desde a história de contingência até as atuais. Uma pessoa categorizada como “sensorial” esteve exposta a contingências diferentes de uma pessoa categorizada como “sensível”. Os dois termos não têm significados absolutos: uma pessoa pode ser “sensorial” em alguns contextos e “sensível” em outros; comportamentos sensoriais e sensíveis se estendem ao longo de um contínuo e interagem entre si. Em algumas pessoas predominaram comportamentos sensoriais e isso é um importante alerta para o trabalho do psicoterapeuta: a necessidade de instalar comportamentos sensíveis. Em outras pessoas predominam comportamentos sensíveis e isso é um importante alerta para o trabalho do psicoterapeuta, a necessidade de instalar comportamentos sensoriais.

Sensorial é comportamento eliciado-emitido exclusivamente sob controle do evento antecedente. Assim por exemplo, diante de um quadro de Van Gogh o observador dirá: “Esse é um quadro de Van Gogh”; ao ouvir uma sinfonia de Beethoven dirá “Essa é uma sinfonia de Beethoven”; ao testar uma cerveja dirá “Estou tomando uma Heineken etc. Note que animais respondem exclusivamente ao evento em si: ao ouvir um som se afastam ou se aproximam, ao ver um alimento o devoram ou o deixam de lado; ao sentirem um cheiro se aproximam e o exploram ou se afastam etc. Comportamentos sensíveis dependem de aquisição de comportamento verbal. A sensibilidade responde, assim como a sensorialidade, a eventos físicos, no entanto, a sensibilidade responde, diferentemente da sensorialidade, ao que não existe, a sensibilidade ocorre sob controle de interações entre eventos. A interação não é evento empírico físico, mas relacional; estabelecer relações é comportamento humano complexo, inatingível para organismos infra-humanos! No caso dos comportamentos humanos os comportamentos sensoriais apresentados como exemplos estão sob controle dos estímulos antecedentes associados a história de contingências de cada um. Essa história é que leva a pessoa dizer “Quadro de Van Gogh”, “Sinfonia de Beethoven”, “Cerveja Heineken”. São comportamentos intraverbais e podem se restringir a essa função! Sem as respectivas histórias culturais a pessoa não poderia sequer atentar para a presença do quadro, sequer distinguir o sabor da cerveja etc. No caso dos animais, por exemplo, um cachorro pode responder ao evento antecedente associado à sua história de contingências. Assim, ao ouvir a voz do dono, que se aproxima, responde prontamente ao som e corre abanando o rabo em direção dele. Em resumo, comportamento sensorial, nos humanos e em animais podem ser manifestações de origem exclusivamente filogenética ou ontogenética, como os exemplos ilustram.

Sensível é aquele comportamento que é emitido sob controle de múltiplos eventos antecedentes (história de contingências, operações motivacionais, manifestações respondentes). Assim, por exemplo, sob controle do quadro Uma Noite Estrelada de Van Gogh, a pessoa dirá: “Adoro esse quadro de Van Gogh.

Ao vê-lo lembro-me de minha infância, quando passamos as férias na chácara do vovô. Ele era muito afetivo comigo. Ficávamos olhando o céu estrelado, ele me falava o nome de várias estrelas e me mostrou como Van Gogh as enxergava! Eu me recolhia no colo dele como se fosse meu ninho. Quando conto isto para alguém, sinto meu coração bater mais forte. As saudades boas doem de modo especial!” Pode-se notar que o comportamento sensível inclui o sensorial, mas vai muito além dele. O diferencial crítico entre sensorial e sensível é que sentimentos e afetos saltam da memória e enriquecem a narrativa sensível. Veja outro depoimento: “Quando ouço a sinfonia número 6 de Beethoven, a Pastoral, remeto-me à minha infância. Descobri que ela fala da vida no campo em que o tempo ensolarado é absorvido por uma tempestade. Os sons lembram raios e trovões e a melodia da chuva caindo. Entendi tudo isso ao assistir ao filme Fantasia de Walt Disney onde diferentes composições musicais foram apresentadas em forma de desenho animado. Realmente fantástico! Foi a primeira influência que recebi, que me ensinou a amar as artes! Sozinho no cinema senti pela primeira vez quem era possível compreender a Natureza a partir de sons e imagens!” O que caracteriza o comportamento sensíveis é a interação entre comportamentos resultantes das seleções filogenética, ontogenética e cultural. Os comportamentos filogenéticos (ver e ouvir nos exemplos) são pré-requisitos essenciais; os ontogenéticos serão mais abrangentes e apresentarão maior variabilidade quanto mais ricas forem as contingências de reforçamento da história de vida de cada um. Não é com os olhos que vejo A Noite Estrelada; não é com os ouvidos que ouço a Pastoral; é com os meus órgãos dos sentidos em interação com contingências de reforçamento. Conhecer e admirar obras de arte são comportamentos produzidos e selecionados por contingências socioculturais. Elas contribuem para o desenvolvimento saudável de uma comunidade verbal; identificar o amor de pessoas que nos são queridas e nos fizeram e fazem bem, recordar as influências positivas que tiveram no nosso desenvolvimento comportamental e afetivo e mantê-las vivas entre nós mesmo depois de terem partido... são comportamentos produzidos e selecionados por contingências socioculturais, as quais contribuem para o desenvolvimento saudável de uma comunidade verbal. O indivíduo sensorial é individualista, impulsivo, opressivo; o indivíduo sensível é submisso, cauteloso, oprimido. Nem um extremo nem outro. O psicoterapeuta deve conduzir o seu cliente a encontrar equilíbrio entre as partes.

É oportuno lembrar que os demais órgãos dos sentidos – nos patamares sensorial e sensível – funcionam em processos equivalentes: “Ninguém consegue repetir o sabor do bolo de fubá da vovó!...”; “Aqui no campo consigo relembrar o cheirinho da grama que sentia, quando rolava no jardim de casa brincando com Sansão...”; “Quando ajeito meu cobertor antes de dormir, sua maciez me leva aos tempos em que dormia coçando a cabecinha de meu ursinho Tito!...” são exemplos comportamentais sensíveis envolvendo paladar, olfato e tato. 

Deve-se concluir, a partir dos parágrafos sobre sensorialidade e sensibilidade, que o psicoterapeuta deve estar ciente que seu cliente, tanto nas interações com o seu mundo físico, como – e principalmente – nas interações interpessoais, pode não estar se comportando sob controle das funções do que ocorre ao seu redor. As frases a seguir são alguns poucos exemplos que revelam que as pessoas não veem com os olhos, não escutam com os ouvidos; veem e ouvem sob controle de contingência de reforçamento que aguçam visão e audição:

“Você viu como seu filho se sentiu humilhado com a bronca que você lhe deu na presença do amiguinho?”; 

“Você viu a ‘cara de ódio’ do seu funcionário, quando lhe disse que poderia jogar o relatório, que ele lhe entregou, no lixo?”; 

Você notou a cara amoada, o olhar distante de sua namorada quando foi se encontrar com ela  duas horas depois do combinado?”; 

“Você se deu conta de como seus alunos ficam dispersos, nada perguntam, nada respondem, quando você repete que são ‘um bando de lerdos?”;

 “Você notou que sua esposa se apressou em sair da mesa de jantar imediatamente depois que você lhe disse que o  feijão estava muito salgado?”; 

Todas essas perguntas pretendem ensinar o cliente a adquirir comportamentos discriminativos sobre as funções que comportamentos autoritários e abusivos produzem no outro. Note que as questões explicitam os sentimentos aversivos prováveis que são eliciados-evocados por comportamentos coercitivos. O que se espera é que o cliente se coloque na posição do abusador e também na posição do abusado, e se pergunte: 

“Eu já me comportei como opressor?”;

 “Eu já fui vítima de alguém opressor?”.

Todas essas perguntas pretendem ensinar o cliente a adquirir comportamentos discriminativos sobre o papel funcional que seus comportamentos de constrangimento, de humilhação e de outros sentimentos aversivos têm para o outro e se comporte para evitar tais funções nas interações com as pessoas. Além disso, espera-se que ela desperte a sensibilidade do cliente quando ele observar interações abusivas entre outras pessoas e se sinta mobilizado a atuar – dentro do possível – como mediador de interações mais harmoniosas entre os participantes do episódio ou como conselheiro da parte com a qual tem mais acesso. 

Raciocínio análogo pode ser aplicado quando as interações não são abusivas, mas acolhedoras e afetuosas, o psicoterapeuta deve estar ciente que seu cliente, tanto nas interações com seu mundo físico, – e principalmente – nas interações interpessoais pode não estar se comportando sob controle do que ocorre ao seu redor. As frases a seguir são alguns poucos exemplos que revelam que as pessoas não veem com os olhos, não escutam com os ouvidos... veem e ouvem sob controle de contingência de reforçamento que aguçam visão e audição:

 “Você notou como os olhos do seu filho brilharam quando você lhe deu de presente o cachorrinho que vinha lhe pedindo há meses?”; 

“Você se deu conta dos sorrisos e dos olhares de cumplicidade que sua equipe trocou quando os chamou para dizer-lhes: ‘Graças a nossa união e companheirismo batemos a meta semestral com um mês de antecedência!’”;

“Você sentiu-se tocado com a expressão de alegria, com o sorriso e com a aproximação com que sua namorada o recebeu quando você chegou adiantado ao encontro lhe disse: ‘Minhas saudades me ensinaram a levitar para mais cedo estar ao seu lado!?’”; 

“Você ouviu quantas perguntas e comentários interessantes seus alunos passaram a fazer quando você lhes disse: ‘Eu ensino, mas com alunos como vocês sinto que mais aprendo do que ensino?’”; 

“Você viu como sua esposa sorriu e até se movimentou na cadeira quando lhe disse: ‘Seu feijão tem o sabor  de néctar para quem está faminto?’”.

Todas essas perguntas pretendem ensinar o cliente a adquirir comportamentos discriminativos sobre o papel funcional que comportamentos acolhedores e efetuosos produzem no outro. Note que as questões explicitam os sentimentos positivos prováveis que são eliciados-evocados por comportamentos acolhedores e afetuosos. O que se espera é que o cliente se coloque na posição de uma pessoa que acolhe e valoriza o outro  e também na posição daquele que é acolhido e acarinhado, e se pergunte: 

“Eu já me comportei como acolhedor e afetuoso?”, 

“Eu já fui agraciado por alguém que me acolheu e me valorizou?” 

Talvez, este tipo de atividade desperte a sensibilidade do cliente em relação a seu papel de fonte de reforçamento, de acolhimento, de valorização e de outros sentimentos positivos  para alguém e se cuide para repetir tais circunstâncias nas interações com mais pessoas. Além disso, espera-se que ela desperte a sensibilidade do cliente quando ele observar interações acolhedoras e afetuosas entre outras pessoas e se sinta mobilizado para atuar – dentro do possível – como alguém que valoriza tais interações entre os participantes do episódio ou que dê destaque às ações positivas que presenciou para a parte com a qual tem mais acesso. 

É uma tarefa particularmente complexa e sutil para o psicoterapeuta, ensinar seu cliente a ficar sob controle de seus comportamentos e das contingências que eles produzem nas interações sociais, de tal maneira a reduzir contingências coercitivas e aumentar contingências gratificantes nas interações socioafetivas com os demais. 

Os parágrafos antecedentes pretendem apresentar procedimentos que levam o cliente a se tornar sensível aos sentimentos e comportamentos que as contingências de reforçamento que apresenta produzem sobre aqueles com quem interage. Foram apresentadas circunstâncias aversivas e reforçadoras positivas. Não bastam, porém! O psicoterapeuta deve levar seu cliente a reconhecer seus sentimentos quando é exposto a contingências coercitivas e quando está sob contingências reforçadoras positivas. Reconhecer seus próprios comportimentos (comportamentos + sentimentos) quando exposto a circunstâncias aversivas e a circunstâncias gratificantes torna o cliente sensível ao que o mundo lhe impõe ou lhe oferece. A sensibilidade a si mesmo é fonte essencial para aprimorar o seu autoconhecimento e se acopla a sua sensibilidade ao outro para compor um todo indissociável de sensibilidade; sensibilidade ao outro e sensibilidade a si mesmo se complementam, não são incompatíveis entre si. O psicoterapeuta tem a função de desenvolver sensibilidade no seu cliente ao que ocorre com aqueles que o cercam e sensibilidade ao que eles produzem nele.

Em suma, cabe ao psicoterapeuta manejar contingências, de tal maneira a tornar o cliente sensível ao mundo físico e social que o cerca. Do ponto de vista psicoterapêutico a frase “Não tô nem aí em como o outro se sente com o que lhe digo e em como o trato; sou mais eu!...” precisa ser contextualizada (em que contexto a pessoa age e se sente assim), localizar a origem dessa regra na história de contingências do cliente e identificar como esse padrão comportamental vem sendo mantido presentemente. Essa investigação não se restringe a conhecer, mas deve ser o ponto de partida para mudar regras sensoriais por outras tais como: 

“Preocupo-me com as funções aversivas que meus comportamentos possam ter para as pessoas com as quais convivo; 

“Quero melhorar meu autoconhecimento em favor de melhor convivência social e afetiva”;

“Quero melhorar minhas interações com aqueles que são acolhedores e que promovem comportamentos e sentimentos saudáveis em mim e quero melhorar meus comportamentos  de contracontrole em relação àqueles que são autoritários e abusivos e evocam comportamentos de fuga-esquiva e sentimentos aversivos em mim”.


Hélio José Guilhardi

(2026)


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